<?xml version="1.0" encoding="utf-8" standalone="yes"?><rss version="2.0" xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"><channel><title>𓃰</title><link>https://espectrofotometria.neocities.org/</link><description>Recent content on 𓃰</description><generator>Hugo</generator><language>pt-br</language><lastBuildDate>Wed, 27 May 2026 11:56:03 -0300</lastBuildDate><atom:link href="https://espectrofotometria.neocities.org/index.xml" rel="self" type="application/rss+xml"/><item><title>Maio</title><link>https://espectrofotometria.neocities.org/textos/maio/</link><pubDate>Wed, 27 May 2026 11:56:03 -0300</pubDate><guid>https://espectrofotometria.neocities.org/textos/maio/</guid><description>&lt;h2 id="angústia-1936-s-bernardo-1934-e-graciliano-ramos"&gt;
 Angústia (1936), S. Bernardo (1934) e Graciliano Ramos
&lt;/h2&gt;
&lt;p&gt;Terminei de ler Angústia. Não gostei muito do livro. Achei arrastado do meio pro fim. A leitura me fez pensar em como contento-me com minha própria angústia e tento ignorar a dos outros. Claro, acho impossível ser tão alheio, mas continuo tentando! Esse mês tentei não sofrer com a febre que ataca quando penso no estado atual da humanidade. Eu quero só comprar canetas.&lt;/p&gt;</description></item><item><title>Toda dor do mundo</title><link>https://espectrofotometria.neocities.org/textos/toda-dor-do-mundo/</link><pubDate>Sat, 15 Mar 2025 00:00:00 +0000</pubDate><guid>https://espectrofotometria.neocities.org/textos/toda-dor-do-mundo/</guid><description>&lt;p&gt;Sinto o peso do mundo nas minhas costas. Acredito que Deus usa o mundo para me castigar. Se alguém morre em Arapiraca, sinto a dor caminhar quilômetros só para acabar com meu dia.
Se alguém me olha estranho na rua, desabo. Questiono-me: qual é o meu problema?
Há algo errado em mim?
Apego-me a viver em memória, no canto da memória, alimentando-me de restos e de fantasias.
Tento criar, tento existir no campo físico, tento estimular ideias&amp;hellip; então desabo! Não tenho nada pra falar. Sou vazio.
É o fim.&lt;/p&gt;</description></item><item><title>Chocolate</title><link>https://espectrofotometria.neocities.org/textos/chocolate/</link><pubDate>Thu, 27 Feb 2025 14:13:27 -0300</pubDate><guid>https://espectrofotometria.neocities.org/textos/chocolate/</guid><description>&lt;p&gt;Nossa senhorinha morreu.
Era uma linda labradora com cor de chocolate, olhos castanhos, gordinha e preguiçosa.
Quando via meu avô, acordava, florescia e ficava feliz. Meu avô ficava feliz como nunca antes visto!
Quando nossa senhorinha chegou, era uma pequenina labradora, perdida no meio da grama da antiga casa da vó. Me assustei. Pela raça, achei que seria perigosa. Procurei a pequenina pelo quintal, com medo de ser atacado a qualquer momento. Encontrei! A mocinha se escondia, corria, deitava de barriga para cima e latia, com a ternura de uma pequena barra de chocolate.
A dona Tuca viveu por um bom tempo, foi muito amada, cuidada, respeitada e alimentada. Devido a uma complicada gravidez, Tuquinha fez uma cirurgia que a deixou muito gordinha. A senhorinha comia muito, e bebia muita água de coco. Era muito linda.
Era a paixão de meu avô. Comiam juntos, passavam as tardes pensando juntos, tardes que já tive o prazer de participar. Vô dava banho com sabonete de coco, e a pequena ficava no sol, esperando secar. Deitava, com sua grande barriga, fechava seus olhinhos e dormia durante toda a tarde.
Perdê-la não é fácil. Há gente que subestima o amor que sentimos pelos nossos pequenos seres vivos. Conseguia ver os sentimentos no olhar da nossa senhorinha, suas felicidades e tristezas. Sempre lembrarei da Tuquinha como nossa pequenina velhinha feliz. Nós te amamos!&lt;/p&gt;</description></item></channel></rss>